Após polêmica sobre compra de máscaras descartáveis a posto de combustível, prefeitura de Santo Antônio paga R$ 122 em álcool em gel e R$ 57,50 por álcool líquido 70% a unidade

Depois da polêmica acerca das máscaras descartáveis adquiridas ao valor unitário de R$ 121,00 junto a um posto de combustíveis, situação ainda não esclarecida pela administração Josimar Ferreira, surge mais um fato que chama atenção publicado no portal da transparência da prefeitura de Santo Antônio referente à compra de álcool em gel e álcool líquido 70%.

Através de uma dispensa em licitação, a gestão do prefeito Josimar pagou um valor de R$ 121,37 por cada unidade em álcool em gel, enquanto o álcool líquido 70% foi adquirido a R$ 57,00 cada um. Ao todo, a prefeitura gastou um total de R$ 14.807,14 por 122 unidades de álcool em gel e R$ 2.300,00 por 40 unidades do álcool líquido 70%, conforme consta em publicação feita no portal da transparência da prefeitura. A compra foi feita com recursos provenientes do Governo Federal para o combate à Covid-19.

A empresa beneficiada foi a AGRO ANA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA, situada na zona rural de Brejinho, que embolsou da prefeitura de Santo Antônio uma bagatela de R$ 17.005,56 somente com álcool. Entre os sócios da firma agraciada com essa dispensa está o ex-secretário de tributação na atual gestão, o advogado Milton Duarte. Contudo, diferentemente do posto de combustível que teria vendido máscaras à prefeitura, a empresa responsável pelo fornecimento de álcool pelo menos tem licenciamento para a fabricação do produto, conforme é possível verificar em anexo abaixo a situação cadastral da empresa.

Será que, assim como as máscaras compradas a um posto de combustível a um valor unitário de R$ 121,00, a administração municipal vai alegar que foi “erro de digitação” como em outros processos de despesas anteriores onde consta claramente como UNIDADE o valor do item comprado? Além disso, o prefeito Josimar, o que tem a dizer sobre essa compra de álcool a esse valor bem acima do praticado no mercado? Vai chamar novamente de “grupo de aproveitadores” e denunciar quem divulgou esses dados disponíveis no próprio portal da transparência? Explique melhor essa história, prefeito!