Com 40 mortos, Brumadinho já supera a tragédia de Mariana

O número de mortes confirmadas até por volta das 20h30 (horário de Brasília) deste sábado (26), em Brumadinho (MG), onde ocorreu na sexta-feira (25) a ruptura de uma barragem da Vale, chega a 40, segundo informou o Corpo de Bombeiros. De acordo com o novo balanço, já foram identificados 81 desabrigados. Além disso, 23 pessoas estão hospitalizadas. Pelo menos 254 pessoas estão desaparecidas, entre funcionários da Vale e terceirizados. As buscas foram interrompidas e serão retomadas neste sábado às 4h (horário de Brasília).

O novo balanço faz com que o desastre de Brumadinho supere oficialmente em número de mortes a tragédia ocorrida em 2015 na cidade de Mariana (MG). Na época, a enxurrada de lama decorrente da ruptura da Barragem do Fundão resultou na morte de 19 pessoas. Desde sexta, o comitê criado pelo governo federal para acompanhar o caso já trabalhava com a expectativa de que a tragédia humana decorrente da ruptura da barragem da Vale superasse o episódio de três anos atrás.

Nesta tarde, o governo de Minas Gerais confirmou a identificação da primeira vítima do rompimento da barragem. Trata-se da médica Marcelle Cangussu, de 35 anos, que trabalhava na companhia.

A Defesa Civil de Belo Horizonte divulgou alerta para o aumento da intensidade das chuvas na região, recomendando atenção redobrada. Mais cedo, autoridades locais que coordenam as equipes de busca e resgate alertaram que as chuvas poderiam complicar a busca por sobreviventes.

Os bombeiros buscam por sobreviventes em quatro locais: um ônibus e uma locomotiva já localizados, um prédio próximo ao restaurante da Vale e também a comunidade Parque das Cachoeiras. Quatorze aeronaves fazem o trabalho de busca e resgate de vítimas, incluindo helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais e da Força Aérea Brasileira, além de uma aeronave cedida pelo estado do Rio de Janeiro.

O rompimento da barragem B1 ocorreu no início da tarde de ontem (25), na Mina Córrego do Feijão. A quantidade de rejeito acumulado na estrutura fez com que uma outra barragem transbordasse. A lama atingiu uma área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. A barragem estava há mais de três anos inativa, sem receber resíduos. A última auditoria não apontou nenhuma irregularidade, segundo a mineradora. A Vale ainda não informou o que motivou o rompimento.

Com informações da Agência Estado e Agência Brasil