Familiares e amigos dão último adeus às vítimas de tragédia em Pipa

 Foto: Olinto Bezerra/TV Tropical

A praia de Pipa amanheceu em luto nesta quarta-feira (18). Familiares e amigos deram o último adeus à Stela, Hugo e o pequeno Sol, que morreram soterrados, na tarde de ontem (17), após deslizamento de falésia na praia de Pipa. 

Os corpos das vítimas foram velados em uma pousada da cidade. Depois, os moradores da região seguiram em passeata até o cemitério público de Tibau do Sul, onde ocorreu o sepultamento por volta das 9h. 

Stela Souza, de 33 anos, Hugo Pereira, de 32, e o filho deles, Sol, de apenas 7 meses, aproveitavam o dia de folga na praia do Centro, em Pipa, quando parte de uma falésia desabou sobre eles. Pessoas que estavam no local no momento do acidente tentaram resgatar as vítimas, mas sem sucesso. Os três morreram na hora. O cachorro da família, que estava com eles, também faleceu. 

Família morta em deslizamento de falésia | Foto: Arquivo Pessoal

A criança, de nome Sol, completaria um ano em abril de 2021. A mãe e psicóloga, Stela Souza, era potiguar; já Hugo Mendes, o pai, era paulista de Jundiaí e conhecido no Brasil por morar em uma kombi viajando pelo mundo.

Nesta quarta-feira, nativos de Pipa também prestaram homenagens à família falecida. No local onde ocorreu a fatalidade, flores foram depositadas na areia da praia, formando um coração. Um minuto de silêncio foi concebido em memória das vítimas. 

Homenagem no local do acidente | Foto: Gideão Marques/Blogueiro da Pipa

Falésia estava sem sinalização de riscos

A falésia que cedeu na praia de Pipa, no município de Tibau do Sul, não contava com placas de sinalização alertando sobre os riscos de deslizamento. Após a fatalidade, a prefeitura de Tibau do Sul emitiu uma nota sobre o assunto justificando que a força da maré teria arrancado a sinalização. “O município de Tibau do Sul esclarece que, rotineiramente, como forma de orientações, placas são colocadas nos locais de possíveis deslizamentos, mas elas são arrancadas mediante a força da maré”, explicou.

De acordo com a Defesa Civil da cidade, o desabamento pode ter sido causado pela desestruturação da base da falésia. “As falésias sofrem tanto pela erosão costeira na base, através da ação do mar, como também sofrem no topo delas, pela ocupação irregular às normas ambientais. Nesse caso, estamos em um período de marés muito altas e essa incidência na base da falésia é intensificada, então é possível que a base tenha sido escavada, se desestabilizando e provocando o sinistro”, disse o coronel Marcos Carvalho, coordenador estadual da Defesa Civil, em entrevista à TV Tropical. 

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